Com média de 50 Mbps, conexão 5G nos EUA perde para nações asiáticas

Atualizado: Ago 28

Pesquisa indica que velocidade de conexão americana está abaixo das melhores médias mundiais; no topo do ranking, Arábia Saudita tem média de transferência de download de pouco mais de 400 Mbps.




Recentes análises da qualidade de conexão da tecnologia 5G evidenciaram disparidades entre nações desenvolvidas. Os EUA apresentaram uma média de velocidade de download consideravelmente menor que de países como a Arábia Saudita e a Coreia do Sul, por exemplo.




De acordo com o estudo apresentado pela OpenSignal, empresa de análise e estatística de tecnologia, as melhores métricas foram registradas principalmente na Ásia e no Oriente Médio.


A Arábia Saudita apresentou os melhores resultados entre os países analisados. Com uma média de transferência de download de pouco mais de 400 Mbps, o valor chega a ser 14 vezes mais elevado que a média na conexão 4G do país..


Velocidade de conexão nos EUA


Por outro lado, a velocidade de conexão nos EUA teve resultados abaixo das melhores médias mundiais. A média de velocidade de download em todo o país foi de 50 Mbps, sendo pouco menos de duas vezes mais veloz que o 4G local.

O baixo resultado norte-americano tem explicações. As grandes operadoras de telecomunicações do país investiram em conexão de frequências de banda baixa: este modelo de infraestrutura permite maior alcance do sinal, uma vantagem em um país de grandes dimensões, com um território fortemente povoado.

No entanto, esta configuração reduz a velocidade média da conexão. A mesma estratégia foi utilizada na estruturação da rede 4G no país, o que também resultou em velocidades menores que as médias internacionais.


Embate político internacional

A implementação das redes 5G em todo o mundo tem sido alvo de uma intensa disputa política entre potências ocidentais e orientais. O presidente norte-americano Donald Trump, por exemplo, tem usado de seu poder e influência internacional para barrar a entrada da Huawei em diferentes mercados de infraestrutura tecnológica, como no Brasil e no Reino Unido.

Neste momento, ainda vive-se um estágio embrionário do desenvolvimento desta tecnologia que tem potencial de mudar a forma que interagimos com o ambiente digital e com o mundo ao nosso redor.

Fonte: Ars Technica

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